a lagarta feia de desengonçada, farta de si e dos olhares ocultos, isolou-se... procurou uma árvore bonita, a sua árvore... trepou-a e encontrou o seu cantinho... fechou-se no seu casulo... esperou, esperou e esperou... ficou muito tempo sozinha, não deixou entrar ninguém... apesar de muitas vezes seres bonitos e de bom coração lhe baterem no casulo duro e inquebrável, dizendo-lhe: és linda! és linda! (ela n acreditava)... numa análise profunda a si própria, tentava descobrir o que estava mal com ela... pensou, pensou e pensou... até que chegou ao dia em que já não havia dúvidas nenhumas... ela agora gostava de si, era isso que faltava - amor próprio. e era tão bonita aquela lagarta... o sol aquecia toda a vida cá fora e reparou naquele casulo estático à demasiado tempo... com os seus poderosos raios de sol, quebrou o casulo... fez a sua primeira racha, não resistiu... a lagarta, assustada, sabia que estava na hora... e deixou-se levar... fez força e quebrou o casulo. libertou-se... o sol esperava-a atenciosamente cá fora... as suas coloridas asas fascinaram-no... e ela sorria, feliz... era livre e bonita! agora sentia que sim... no primeiro momento em que sentiu os raios de sol a baterem nas suas asas, apaixonou-se... apaixonaram-se... e ela nunca se sentiu tão bem em toda a sua vida... o amor, agora, fazia parte de si, em todos os aspectos possíveis e imaginários... ela amava-se e estava a amar...
segunda-feira, 28 de julho de 2008
a borboleta.
a lagarta feia de desengonçada, farta de si e dos olhares ocultos, isolou-se... procurou uma árvore bonita, a sua árvore... trepou-a e encontrou o seu cantinho... fechou-se no seu casulo... esperou, esperou e esperou... ficou muito tempo sozinha, não deixou entrar ninguém... apesar de muitas vezes seres bonitos e de bom coração lhe baterem no casulo duro e inquebrável, dizendo-lhe: és linda! és linda! (ela n acreditava)... numa análise profunda a si própria, tentava descobrir o que estava mal com ela... pensou, pensou e pensou... até que chegou ao dia em que já não havia dúvidas nenhumas... ela agora gostava de si, era isso que faltava - amor próprio. e era tão bonita aquela lagarta... o sol aquecia toda a vida cá fora e reparou naquele casulo estático à demasiado tempo... com os seus poderosos raios de sol, quebrou o casulo... fez a sua primeira racha, não resistiu... a lagarta, assustada, sabia que estava na hora... e deixou-se levar... fez força e quebrou o casulo. libertou-se... o sol esperava-a atenciosamente cá fora... as suas coloridas asas fascinaram-no... e ela sorria, feliz... era livre e bonita! agora sentia que sim... no primeiro momento em que sentiu os raios de sol a baterem nas suas asas, apaixonou-se... apaixonaram-se... e ela nunca se sentiu tão bem em toda a sua vida... o amor, agora, fazia parte de si, em todos os aspectos possíveis e imaginários... ela amava-se e estava a amar...
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário