Quando o dia começa com raios de sol a quererem penetrar subtilmente no quarto escuro, até que entram de rompante sorrindo, e o mesmo acaba com uma lágrima com vontade de fugir discretamente... é um dia menos bonito.
Quando as pessoas à tua volta te fazem sentir triste, com simples palavras, expressões, gestos, ou mesmo a falta de todos eles, depois de um sentimento tão bom de amizade que foi-se debilitando... é um dia menos bonito.
Quando o céu que estava tão azul, de repente desbotou e nuvens negras invadiram-no sem o seu consentimento... é um dia menos bonito.
Quando todas as responsabilidades e frustrações caem sobre os teus ombros, destruindo o mundo de fantasia, paz e amor que criaste, destruindo o teu mundo das maravilhas... é um dia menos bonito.
Quando duvidas de ti próprio e das tuas capacidades inatas como simples ser humano que és... é um dia menos bonito.
Quando um sentimento apodera-se de ti e dos teus pensamentos e emoções, sem tu o quereres, e só te resta esperar que ele desvaneça, que as nuvens negras o arrastem com elas para bem longe, e faça surgir o sol novamente, o sorriso, só te resta esperar, esperar e esperar (dói, mas espera)... é um dia menos bonito.
Quando a banda-sonora do teu dia é deprimente, porque reflecte aquilo que tu sentes... é um dia menos bonito.
Quando, por dentro, tudo dói, tudo aperta, sufoca, angustia, e o que mais queres é estar sozinho na tua cama, em posição de feto, a tentar proteger-te de tudo e todos mas expões-te à crueldade que vagueia por aí, tentando sempre sorrir quando na verdade estás a chorar... é um dia menos bonito.
Hoje... foi um dia menos bonito.
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