the sky caves in the devil cuts loose you blow blow blow blow blow your fuse when you've fallen in love
ssshhhhh...
Por vezes uma névoa aproxima-se e afasta a nitidez das relações e das pessoas... Mas por mais densa que seja essa névoa, notam-se sempre os sorrisos que temos para partilhar e o sentimento bom que existe... Por isso, agradeço ao universo por ter cruzado os nossos caminhos e digo-vos no sentido mais puro que existe em mim: obrigada por fazerem parte desta minha caminhada... a amizade é um tesouro precioso * adoro-vos!
Um beijo a todas as meninas e a todos os meninos que fazem parte da fotografia da minha vida...
* Texto escrito no dia 21 de Março *
SomewhereEra uma vez, uma menina. Alice, era o seu nome. De uma aldeia pequena e acolhedora que se chamava “Can Tiño”. Ela transbordava alegria, em cada movimento que fazia. Quando sorria, quando falava, quando cantava, quando dançava, quando suspirava, quando tocava, quando beijava, quando amava. Era uma menina doce, que baloiçava os seus cabelos longos e claros pelas ruas. Encantava todos à medida que passava. O seu sonho era descobrir um novo mundo, novos olhares para encantar, novos amores. Como os seus pais sempre lhe contavam nas histórias de príncipes e princesas. Um dia, de uma terra distante, apareceu alguém. Um menino. Um tocador de flauta de calções azuis. Apaixonou-se por Alice, no primeiro olhar. Tornaram-se amigos e com o passar do tempo, tornaram-se muito mais. Passeavam. Davam as mãos. Um beijo escondido. Ouviam a música dos passarinhos. Tentavam descobrir o segredo das estrelas. Alice adormecia ao som contagiante da flauta do menino. Uma entrega total, mutuamente natural. Apaixonaram-se e estavam nas nuvens. Até que um dia inesperado, aconteceu o pior. A menina partiu, deixando um bilhete. Havia sido prometida. Prometida a algo que era tudo, menos aquele menino, aquela aldeia. Havia sido prometida ao sonho de criança. Ao novo mundo. O menino, ficou profundamente desolado. Sozinho. Solitário. Só. Foi para o jardim onde costumavam ir, acompanhado só pela flauta. Sentou-se e começou a tocar, à espera. Tocou. Esperou. Porque sentia que um dia, ela iria voltar. Um dia, iria querer voltar sentir o seu olhar, que superava todos os outros. Ouvir o som da sua flauta mágica. Beijá-lo. O menino esperou e tocou e esperou e tocou e esperou.
us, muitas coisas inexplicáveis, como a que acontece agora, e... pessoas incomparáveis, como tu, eu e ela, num espaço de tempo tão mais curto do que aquilo que imaginava. 
"Oh, give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh, give me the words
Give me the words
That tell me everything
...
In a manner of speaking"
Dou por mim, por vezes, por várias vezes, por muitas vezes, num fechar de olhos, a abrir uma porta... Uma porta castanha. A entrada para um mundo onde, para mim, tudo é possível. Tudo aquilo que sonho acordada, realiza-se. Abro a porta, com algum receio mas muita curiosidade. O que vai acontecer hoje? O sonho toma conta. E eu simplesmente, deixo-me levar. Entrando naquela porta castanha, sem nunca saber exactamente o que está do outro lado. Sei somente que é o sítio onde me sinto bem. Onde me sinto EU. Porque é um mundo só meu, onde poucas pessoas, às vezes uma ou duas, outras vezes mais, mas pessoas lindas e puras, estão lá. Em harmonia e paz. É um mundo livre, leve e fácil. É um mundo verde, azul e amarelo. É um parque. É o meu parque secreto. É o parque dentro de mim.